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Mentiras Sinceras, me interessam.

  • cfarialima
  • 7 de fev. de 2025
  • 2 min de leitura



Estou em uma sessão.


Me deparo com uma fala sobre amizades antigas, carnaval e novas ambições. Nela, uma análise que luta contra a falta de um afeto particular e conveniente. Afeto este que nutre as expectativas de sua vida. Não se sabe como ele é e se ele de fato, tem significado.


Em suas relações, sempre busca reconhecimento, laços genuínos, conexão verdadeira, tempo na doação e magia pela entrega.


Bem, sabemos que nós, em nossas falas, trazemos doses de fantasias: Para Freud, “[...] estruturas fantasísticas típicas (vida intra-uterina, cena originária, castração, sedução) que a psicanálise descobre organizando a vida fantasística, sejam quais forem as experiências pessoais dos sujeitos”.


Sendo assim, ali, em nossos estranhamentos sobre como levar a vida, repetimos e trazemos cenas originais de nossa vida em nossos cotidianos, relações, desejos e angústias. De lá de traz, do início. Epigenética e Psicanálise, visto que, ambas, nos trazem a informação que, ambiente e nossas experiências, nos transformam.


Dito isso, ela, a protagonista da sessão, traz como material analítico para suas sessões recentes, sua nova relação que, hoje, é pautada na dinâmica da verdade, do “papo reto”, do amadurecimento, do desenvolvimento legítimo, e portanto, com defeitos e desejos nada aceitáveis por um par, mas que se traduz em uma estrutura que sedimenta sua travessia em direção às novas relações, entendendo bordas e limites.


Hummm.... a fantasia tá cheia de problemas nessa altura do campeonato !!!!!


Não existe mais fome por nutrir a expectativa e descobrir um caminho de contentamento e medalha por bom comportamento.


Entretanto, a pessoa que fala nesta sessão, se percebe encorajada em dar à presença de sua parceira e, à realidade, oportunidade em participar de sua atual condição como individuo.


Psicanálise ou Epigenética? Sim, fico com o primeiro, por lucidez e amor.


O título do texto?! Barão Vermelho, por composição de Cazuza e Frejat.....

 

"Eu 'to perdido sem pai nem mãe

Bem na porta da tua casa

Eu 'to pedindo a tua mão

E um pouquinho do braço

Migalhas dormidas do teu pão

Raspas e restos me interessam

Pequenas poções de ilusão

Mentiras sinceras me interessam

Me interessam..."


Aproveito, na minha condição de analista, do saber da arte e da composição.


Das fantasias que te estruturam, cuidado ao abandoná-las!

Da realidade que chega, questione-se: Mentiras sinceras, lhe interessam?

De qual ambiente você percebe sua atitude?

Qual desenvolvimento você anseia?

 

Quer falar?

 

Análise pode ser um bom caminho. Entre em contato comigo.

 
 
 

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